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sábado, 3 de junho de 2017

PRESSÁGIO



Não é a primeira vez que a cidade de Nova York é devastada ou importunada por eventos catastróficos de uma indústria chamada Hollywood. Em KING KONG, o gorila gigante toma o Empire State Builduing. Em EU SOU A LENDA a população é exterminada e os que sobreviveram se transformaram em zumbis. Em INDEPENDENCE DAY a cidade é destruída por um raio disparado pela nave alienígena. Em ARMAGEDOM é devastada pelos meteoros. Em IMPACTO PROFUNDO ela é arrasada pela gigantesca onda do mar. Em O DIA DEPOIS DO AMANHÃ a cidade é congelada em virtude dos danos causados pelo efeito estufa.
Já neste filme PRESSÁGIO, do diretor Alex Proyas, o ator Nicolas Cage se vê diante da eliminação da cidade de Nova York e do mundo também.  No início do filme tem-se a impressão de ser um filme de terror. A garotinha Lucinda (com seu olhar triste e assustado) dá o tom sombrio à película. Em 1959 crianças de uma escola depositaram em uma cápsula do tempo desenhos e cartas para serem abertas cinqüenta anos depois. Já Lucinda não faz desenhos e sim vários números sem sentido algum. Em 2009, na mesma escola, a cápsula é aberta e um a um cada aluno pega um envelope. O garotinho Caleb ao abrir seu envelope se depara com uma folha escrita com números em seqüência. Ao mostrar para seu pai, um professor de astrofísica interpretado por Nicolas Cage, percebe que os números revelam dias, meses e anos e número de mortes de vários desastres naturais ou não que aconteceram ao longo dos cinqüenta anos. Estudando os números, o professor percebe que o documento ainda prevê três outras catástrofes. E no final, o filme revela um segredo surpreendente. 

Um excelente filme para se ver, principalmente para conferir as três cenas – os três últimos desastres previstos pela garotinha Lucinda.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O SONHO DE WADJDA


Como voluntário do Bike Anjo, já ouvi muitas histórias de como as pessoas só tiveram oportunidades de pedalar apenas na fase adulta. O mais extraordinário dos fatos foram senhoras que me relataram que os pais não as deixavam pedalar por que podia “perder a virgindade”. Bom, isso nas décadas de 1940 e 1950, principalmente em cidades do interior de Minas Gerais. Felizmente nestas décadas do século XXI não ouvimos mais estas histórias. Estamos evoluindo como humanidade.

O enredo de O SONHO DE WADJDA, cuja temática está enraizada nos dogmas de uma religião muito castradora, esta questão da “virgindade” é citada. No filme, a personagem Wadjda é uma jovem garota da Arábia Saudita cujo maior desejo é ter uma bicicleta para poder apostar corrida com seu amigo Abdallah. Vivendo num ambiente muito conservador, ela faz de tudo o que pode para realizar seu sonho. Wadjda é uma garota avançada para o local em que vive. Ela ousada – destemida. Gosta de andar com tênis All Star, ouve rock e vende pulseiras que ela mesma faz para juntar dinheiro para ter uma bike.

De certa forma, Wadjda desobedece aos pais e a diretora da escola onde estuda apenas nos gestos. Não responde aos adultos como uma garota mimada, e sim, no seu jeito de agir, como por exemplo, pintar o seu tênis com caneta hidrográfica preta para seguir as normas da escola.  

A diretora do filme, Haifaa Al-Mansour, conduz com delicadeza este tema delicado. Com muito humor e diálogos geniais da menina Wadjda.

Uma cena que me emocionou: o amigo Abdallah ensinando a Wadjda a pedalar.

E no mais, um filme cativante!



domingo, 16 de abril de 2017

Apenas PASSAGEIROS



Sabe quando você está esperando por um filme e quando o vê não é nada daquilo que esperava?
Pois bem.
Foi assim que me senti ao ver PASSAGEIROS do diretor Morten Tyldum. É inegável a interpretação de Jennifer Lawrence: fantástica! E inegável também os efeitos especiais deste super filme de ficção científica. E a temática da “solidão” é algo claustrofóbico. Mas eu esperava mais. Eu imaginava que os atores principais seriam os pilotos da nave envoltos numa trama emblemática. Bom... ficou só na minha imaginação. Trata-se apenas de uma bela história de amor.

OBS.: O que faz o grande ator Andy Garcia aparecer apenas na cena final (uns meros segundos)? Essa eu não entendi...


quinta-feira, 30 de março de 2017

Pés & Pedais



Um projeto bacana...
Um vídeo bem produzido...
Juntos formam uma obra de arte!
O projeto Pés & Pedais de Bruna Caldeira sob a ótica de Vinícius Túlio.

É muito amor envolvido...

Confiram!

Projetos Pés & Pedais

sábado, 18 de março de 2017

SOLO PARA DONA TARTARUGA




“Seu Sapinho-de-barriga-vermelha encheu sua mochila de sonhos antigos e de bolinhas de chocolate, sentou-se em sua velha bicicleta de circo e saiu pelas estradas em busca de Dona Preguiça-de-Coleira...”

 

E assim vai a historinha no livro SOLO PARA DONA TARTARUGA (Belo Horizonte, A Autora, 2007) de Terezinha Cássia de Brito Galvão & Tânia, com ilustração de Sanzio. Literatura infanto-juvenil da melhor qualidade.


 

terça-feira, 7 de março de 2017



PARAÍSO MUSICAL

O compositor francês André Jolivet (1905-1974) criou concertos maravilhosos, mas o “Concerto para Arpa e Orquestra de Câmara” tem “qualquer coisa a haver com o paraíso” (parodiando o título da música de Flávio Venturini e Milton Nascimento).

A exuberante arpa e o som a desfilar pelo ambiente é simplesmente divino...



domingo, 5 de março de 2017

SELF: a busca de si mesmo


Nos últimos anos, tenho sonhado muito com bicicleta. E as cenas são basicamente comigo pedalando ou observando outras pessoas a pedalar.

Segundo a  Psicanálise – Dicionário de símbolos (sonhos), vejamos como definem a “magrela”:

“BICICLETA – Meio de transporte onde o próprio ego é o responsável não apenas pela direção, pelo rumo tomado, como pelo equilíbrio para que possa prosseguir em movimento até a sua meta. É um meio de locomoção solitário e individual, o que faz dela, um símbolo da autonomia e do equilíbrio. Essa imagem nos reporta ao processo de individuação. O seu movimento em forma de energia circular em torno de um centro, se assemelha ao movimento da psique em direção ao SELF, e que na alquimia costuma ser denominado de circulatio”.

Não posso tomar como verdade, mas bem que gostei da descrição. Principalmente na questão da “autonomia” e do “equilíbrio”.