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domingo, 3 de junho de 2018

HAROLD & MAUDE



“ Se você quer cantar, cante
E se você quer ser livre, seja livre
Porque existem milhares de coisas para ser...”


Um jovem descontente com a vida e cheio de criatividade em simular suicídios que deixam sua mãe louca da vida. Com o tempo, sua mãe já não se assusta mais com tais cenas e o jovem mesmo assim continua sua sagaz vida de suicida ambulante. Estou falando de Harold. Um garoto que adora freqüentar velórios e participar de enterros de pessoas que não conhece. Um jovem com muita vida pela frente, mas sem vontade nenhuma de viver. Ele ama tanto a morte que seu veículo é um “carro fúnebre”. Eis que ele encontra uma senhora de 71 anos num cemitério que é totalmente o contrário dele: ela ama a vida e tenta aproveitar o máximo dela. Estou falando de Maude, uma velhinha arteira, capaz de roubar árvores e plantá-las em outro lugar, e de pilotar motocicletas na mais alta velocidade.

Estou falando de HAROLD & MAUDE – ENSINA-ME A VIVER (1971) do diretor Hal Hashby. Harold é interpretado pelo ator Bud Cort e Maude pela espetacular atriz Ruth Gordon. Com trilha sonora de, nada mais nada menos, Cat Stevens, o filme é um primor de amor à vida. Baseado no livro de Colin Higgins, Harold & Maude são como dois corpos que se atraem como ferro e o ímã. A questão da solidão é marcante no filme. Interpretação de Bud Cort com seu olhar sarcástico e o vigor da interpretação de Ruth Gordon desfilam neste filme feito com sensibilidade.

E a canção "If You Want to Sing Out, Sing Out", de Cat Stevens é um hino de celebração à vida. 




sexta-feira, 18 de maio de 2018

MULHERES EMERGENTES no Hospital Maria Amélia Lins


Grata presença da poesia brasileira de mulheres maravilhosas através de três cartazes do coletivo MULHERES EMERGENTES, organizado pela “guerreira das letras” Tânia Diniz. Os cartazes perfilam as paredes do Hospital Maria Amélia Lins onde trabalho.

Um está localizado no corredor do auditório, outro ao lado da sala da Psicologia e o terceiro na entrada da Farmácia.

Ilustrações de Iara enfeitam as publicações... enquanto versos de Francirene Gripp, Simone Andrade, Ana Elisa Ribeiro, entre outras, desfilam sobre o papel...

Para maiores informações sobre este belo projeto, visitem o Blog:




terça-feira, 15 de maio de 2018

AMORA DE PÉ




O Conservatório da UFMG teve o prazer de apresentar na quinta-feira, dia 05 de abril de 2018, o show do grupo musical AMORA DE PÉ. O quinteto formado por Ana F., Gabriel Zocrato, Nathalia Dias, Rogério dos Santos e Érica Taupker nos brindou mais uma vez com um som ímpar. 

Ímpar na maior acepção da palavra, uma vez que não entendi a diferença entre as sonoridades nºs 414 e 440 que a violoncelista Érica explicou no início do show. Entretanto, uma coisa ficou bem clara: o som foi estupendo! Sem arranhões ou chiados – um som limpo, puro. Um belo espetáculo...

Em meio a comoção com o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL, o grupo apresentou um belíssimo poema em memória desta lutadora. Rogério fez ecoar as palavras para fora do recinto com sua voz poderosa.

E vocês podem ter certeza: Uma luta que não ficará em vão.
Como a música que não cessa – e que jamais terá fim...

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Pedal dos Rôias - Abril



O Pedal dos Rôias do dia 12 de abril, foi da superação. Os alunos conseguiram pedalar até a Praça da Bandeira, no alto da Avenida Afonso Pena.

Chegaram cansados, mas chegaram.

Próximo desafio: chegar até a Praça do Papa!



sábado, 14 de abril de 2018

ASA DE PAPEL




Antônio e eu estivemos prestigiando o sarau de poesia, no dia 22 de março, realizado no espaço Asa de Papel – Café & Arte, localizado na Rua Piauí, 631 – Santa Efigênia. Um local aconchegante com várias obras de arte, livros e boa conversa. E o tema foi “Um Sarau para Violeta”, onde versos femininos foram recitados neste mês internacional da Mulher. O comparecimento de poetas como Tânia Diniz e Francirene Gripp entre outras deram o tom nesta noite especial.

domingo, 1 de abril de 2018

Palavras do silêncio




da série: LIVROS!


A poesia envolvida no silêncio. Assim que me senti ao ler os versos de PALAVRAS DO SILÊNCIO, da monja Mariângela Ryosen (Edição do Autor, 2008). Como num tempo de silêncio. É no silêncio que a gente encontra as palavras. É o que todo escritor precisa:
“ as palavras
calam
o silêncio
fala”
Na delicadeza de seus versos encontrei exaltação da vida. Nos desenhos, mensagens de conforto. As palavras que repousam numa folha de seda são sobrepostas às folhas de papel. É a poesia para ler em silêncio – para ler baixinho. Como estes versos:
“ abri
a porta
encontro
o sol
recém-nascido”
E a constatação de uma sabedoria: a vida. A natureza passeia pelas palavras. Gatos e flores, pássaros e insetos – seres sensíveis de comum acordo com a vida:
“ na vida
e na morte
a árvore
está sempre
de pé”
Como disse, num tempo de silêncio. E também num “templo” de silêncio. Na solidão do poeta, apenas o sentimento reside onde ele está.

sexta-feira, 23 de março de 2018

POESIA FORA DA CURVA




da série: LIVROS!

Tríade, repetição, soa como música no encadeamento das letras. O livro POESIA FORA DA CURVA de Lecy Sousa (Editora Pará.grafo, 2017), trata de temas atuais e brinca na cadência dos versos. O livro se inicia com três poemas sem título – a tríade. O restante dos poemas são nominados.
No poema “Letra de Forma” os caracteres estão diferentes dos demais títulos. Estão em LETRA DE FORMA, literalmente.

Cito o Prof. Cláudio Murilo Leal (UFRJ) num artigo sobre Comunicação:
“A escrita, no entanto, como é sabido, obriga a uma leitura temporal. Assim, a idéia de um simultaneísmo na recepção do literário serve apenas como metáfora de uma radicalização”.

A leitura temporal dos versos de Lecy remete a esta radicalização, cuja metáfora escondida nas entrelinhas dá suporte aos fatos. A repetição não como uma idéia de enfado e sim da modernidade, da velocidade dos dias atuais, da velocidade das tecnologias. A ironia perpassa nos versos do poeta, desde o voo dos ÓVNIS, passando pelos guerreiros helênicos, seja no Coringa em Gotham City, ora pelo chip das Redes.
Tal qual Chaplin no filme “Os tempos modernos” e presente no poema “Industrializassomos”.

Para perceber estas sutis peculiaridades, o livro encontra-se no link abaixo: