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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Quinto Sarau de Poesias no HMAL



No dia 25 de Janeiro de 2019 realizamos o Quinto Sarau de Poesias no Hospital Maria Amélia Lins. Eram 14 horas. E nos primeiros minutos do evento fomos atordoados com a notícia do rompimento da barragem em Brumadinho. Continuamos com a leitura das poesias uma vez que a literatura, quem sabe, console corações despedaçados...

E a poesia abaixo me fez pensar na tragédia: do livro VIA FÉRREA (Cosac Naify, 2013) do professor Mario Alex Rosa...

CASA
Nunca houve tanto espaço aberto à cicatriz,
silêncio calafetando os intervalos de alegria.
Nubladas de nada e sem hora para as tardes,
as noites se acumulam nos dias, oxidando
para sempre o roteiro trilhado pelas pegadas.
Nunca houve uma casa tão aberta a vazantes
e vazios de um corpo que quase não se agita.

Uma ilha é o que sobrou do que já não sou.




sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Gilka Machado




“Ser mulher, e oh! atroz, tantálica tristeza!
ficar na vida qual uma águia inerte, presa
nos pesados grilhões dos preceitos sociais!”

A carioca Gilka Machado (1893-1980) foi uma poeta além do seu tempo. Numa época onde reinava o Simbolismo e a poucos anos de eclodir a Semana de Arte Moderna em 1922, ela se apresentava ao mundo moralista e puritano da época com o lançamento de três livros: CRISTAIS PARTIDOS (1915), ESTADOS DA ALMA (1917) e MULHER NUA (1922). Eu digo “além do seu tempo”, pois a sociedade a considerava uma mulher libertina por causa de seus versos. Em artigo do escritor Miguel Sanches Neto no jornal RASCUNHO de Curitiba, no texto de Gilka:

Estão assim delimitadas as fronteiras desta poesia castamente ousada, em que o erotismo está mais no uso sensorial das palavras do que na referência a comportamentos devassos”.

Todavia, como mulher e como poeta, Gilka não foi compreendida em seu tempo. Mais uma que teve a sua inspiração (e transpiração) suprimidas por uma sociedade moralista e machista que:

“... passou a figurar como uma perdida que escancarava seus hábitos feios. Esta compreensão lúbrica de seus poemas despertava mais interesse pela mulher do que pela poeta, o que a frustrava”.

Então e igualmente a outras poetas de sua época como Francisca Júlia da Silva e Auta de Souza, mulheres extraordinárias. Mulheres suprimidas...


 Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada
para os gozos da vida: a liberdade e o amor,
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior…”


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Quarto Sarau de Poesias no HMAL





28 de Dezembro de 2019.
Em mais um sarau realizado no Hospital Maria Amélia Lins, a poesia desfilou no último dia útil do ano de 2018. Poesias de Antônio Dayrell, Anelito de Oliveira, Regina Melo, José Aloise, Mário Alex Rosa, Jovino Machado entre tantos outros versos...
Espero que em 2019 possamos continuar com este projeto bacana.


Feliz Ano Novo!





domingo, 30 de dezembro de 2018

Última EBA do ano



Dia 09 de Dezembro de 2018
Encerramos com “chave de ouro” mais um evento da EBA (Escola Bike Anjo). Em parceria com a AJUP, teve Cicloficina, Stencil Feminista e roda de conversa de experiências de mulheres, ocupações feministas e femininas e novas formas de usar, ocupar e desfrutar da cidade.

Foi uma experiência incrível!
Meus parabéns a todas e a todos envolvidos!


Que venha 2019!





quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Terceiro Sarau de Poesias no HMAL


Dia 30 de Novembro de 2018


Mais um sarau de poesias no Hospital Maria Amélia Lins. A cada evento a poesia inspira funcionários e funcionárias. Uma hora de pura desconcentração ao sabor das palavras, dos versos, da inspiração.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Segundo Sarau de Poesias no HMAL



31 de Outubro de 2018.
Realizamos o segundo sarau de poesia no Hospital Maria Amélia Lins. Fui muito agradável a presença de servidoras interessadas em poesia. Foram recitados poemas de Jovino Machado, Adri Aleixo, Mário Alex Rosa, France Gripp, Leonel Ferreira, Ana F., Zocrato, Rogério Salgado, entre outros.

Realizaremos um sarau por mês apresentando aos colegas de trabalho o que há de melhor na poesia brasileira (mineira) contemporânea.

Até o próximo!



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

MÊS DA MOBILIDADE



29 de Setembro de 2018.

O Bike Anjo BH foi convidado a participar do passeio ciclístico com as(os) alunas(os) da turma de arquitetura da PUC Minas orientados pela professora Sandra. 

Mais um evento do MÊS DA MOBILIDADE.

Eu tive a ajuda da Fátima e do Ricardo Vilaça e nos encontramos na Praça da Liberdade. Percorremos sete Km passando pela rua Bahia, ciclovia da rua Fernandes Tourinho, ciclovia da Bernardo Monteiro e pela ciclovia da Andradas. Missão dada é missão cumprida!