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domingo, 23 de outubro de 2016

PEDAL SOLIDÁRIO: SOU CICLISTA DO BEM


Belo Horizonte, 22 de Outubro de 2016.
Numa bela manhã de sábado...

Mais uma vez foi realizado o PEDAL SOLIDÁRIO: SOU CICLISTA DO BEM, organizado pelo Desta vez, visitamos a Escola Estadual Três Poderes e o asilo ESPAÇO BEM VIVER, ambos no bairro Itapoã.

A concentração foi em frente à loja de bikes alugadas, a BIKEMANIA, do colega Rodrigo e de lá partimos.

Encontramos com os jovens ciclistas alunos da Escola e de lá fomos em direção ao asilo levar os donativos.

E mais uma vez,
realizado com sucesso,
este evento solidário

do qual gosto e confesso!


sábado, 8 de outubro de 2016

TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE





Baseado em fatos reais e no livro dos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, o filme TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE (1976) evoca a história de um dos presidentes mais controversos dos Estados Unidos, Richard Nixon, no período de 1972 a 1974. Os atores principais são coadjuvados por um time de primeira como Jason Robards, Jack Warden e Martin Balsan.

A trilha sonora é de David Shire que mescla músicas de suspense e ação. Quando o filme começa não há música de abertura e a cena é o arrombamento da sede do Partido Republicano no prédio de Watergate.

O filme mostra o processo de investigação dos repórteres do jornal The Washington Post. A película não aborda a vida pessoal dos personagens e sim sua relação com o trabalho jornalístico. E o trabalho jornalístico fora uma intricada investigação que resultou em processos para renúncia do presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, um fato histórico na história americana. Nos fica evidente a neutralidade dos repórteres, em face do que pode acontecer. Eles não querem ver sua nação à ruína, mas precisam cumprir profissionalmente a função que é a de ser repórter. Que é informar através de fatos, a verdade (?) para a sociedade. 

No ramo jornalístico repórteres precisam ter sorte para conseguirem um “furo de reportagem” e Woodward e Bernstein tiveram muita sorte na investigação entre tantos repórteres de outros jornais. Eles só publicam algo se for confirmado e não citam nomes.

Numa época que não existia a Internet, os repórteres buscam os registros de livros consultados pela Casa Branca, numa cena espetacular onde a câmera foca os dois em plena busca de provas para sua matéria jornalística; a imagem afasta-se de baixo para cima num tom de profundidade.

Eles possuíam uma arma poderosa: o telefone. E através dele investigam a vida de todos os envolvidos. E a cada resposta do interlocutor, os repórteres anotam tudo em seus blocos – cada palavra. Eles são orientados por seu editor, interpretado por Jack Warden.

Bob Woodward tem a ajuda de um homem misterioso com o codinome “Garganta Profunda”, interpretado por Hal Halbrock, que apenas confirma e o orienta em sua investigação. Eles se encontram de madrugada no estacionamento de um Shopping:
“Você me diz o que sabe e eu confirmo, mantenho você na pista certa” – diz Garganta Profunda.

Em algumas cenas há sempre um rádio ou TV transmitindo  e passando notícias, ou na redação do jornal ou no apartamento de Woodward. Numa época onde as máquinas de datilografia eram as armas dos jornalistas, a palavra transformada em notícia para deleite de leitores. As matérias de Woodward e Bernstein levaram o Tribunal de Contas a investigar o comitê de reeleição de Nixon.

Como no início o filme termina sem música. E com Woodward e Bernstein datilografando ferozmente suas máquinas de escrever.
A vida não para.

INFORMAÇÃO TÉCNICA
Nacionalidade: EUA
Direção: Alan J. Pakula
Atores: Robert Redford, Dustin Hoffman
Ano: 1976





segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O periódico “Persuasão”



Em 1996, eu e os parceiros literários Maria Alice, Ronan Gomes e Osvaldo Gomes criamos o periódico “Persuasão”. Uma folha A4 dividida ao meio para publicação de quatro textos (poesia, crítica, conto, etc.). A produção era de nosso próprio bolso e distribuíamos entre os colegas, principalmente através dos Correios. No início, as ilustrações eram feitas pelo Daniel, colega de trabalho do Ronan. E depois, foram realizadas pelo artista plástico Alfred Kristu até o fim do periódico. Muitos contribuíram com seus textos nesta aventura.

E são eles:
Jovino Machado
Artur da Távola
Vanderlei Lourenço
Dina Maria de Souza
Margarete Soraia
Nina Ponte Bella
Mônica de Aquino
Aiaros Schnitger
Naia Pinheiro
Eno Theodoro Wanke
Manoel Neves
Rômulo Venades
Alexa Almeida





domingo, 18 de setembro de 2016

SÃO LOUCOS, MAS NA VERDADE SÃO GENIAIS...





A idealização do projeto é do grupo BARKAÇA de Dioli e Karol Penido que produziram este trabalho fantástico. Acompanha o trabalho, um DVD cujo documentário apresenta vários depoimentos das pessoas que conviveram com o artista.

Nascido em Divinópolis, Hercules Veloso Cordeiro – Hevecus faz da sua obra a transposição de figuras, amálgama de cores, traços fortes, cores berrantes, mosaicos lineares, disformes. O uso do amarelo, do brilho, e por isso caracterizado como “artista solar”.  Outra característica é a sua mistura cujos quadros possuem tinta a óleo com giz de cera. Em outros, grafite com tinta nanquim. “Ele faleceu em Bom Despacho no dia 23 de janeiro de 1987, após cometer suicídio”. Tinha 35 anos de idade.


Dizem que a loucura acompanha o artista, mas na verdade a genialidade supera a insanidade...



Informação
HEVECUS: Um artista solar
Divinópolis: Barkaça, 2012.
30 páginas
Tiragem de 500 exemplares
Distribuição Gratuita

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Pavios Curtos



“Às imagens esquecidas da memória, que clamam para ser lembradas.”

Eis que me deparei com o emblemático poema “96=69” no jornal DEZFACES e o também, na mesma linha, “Vontade de Comer” na  Revista ATO.
“96=69” são números esfinges. Decifra-me ou te devoro. Serão os anos 1969 e 1996? Talvez. É a sedução do texto enquanto forma, o texto visível – imagético. Porém não deixo de pensar na sugestiva posição “69” (será que existe a posição “96”?). Enfim, “96=69” leva a marca registrada de sua série “concretos” em PAVIOS CURTOS. Os números de cabeça para baixo ou vice-versa refletem-se a si mesmos.
Para mim, o poema imagem/espelho reflete a mesma intenção do poema das páginas 44/45 de PAVIOS. Quando se abre o livro lentamente vê-se o poema espelhado. Não deixo de citar algumas palavras da Profª. Glória Leal: “Poesia é tentativa de realização de desejos. Difusos, confusos mesmo, os sentimentos só serão entendidos pelo autor depois. Depois de dar à luz sua poesia”.

Obra: Pavios Curtos
Autor: José Aloise Bahia
(Anome Livros, 2004)


domingo, 14 de agosto de 2016

NA CADÊNCIA DO SAMBA – 2ª parte


“Ah, coração leviano
não sabe o que fez do meu”
PAULINHO DA VIOLA


Jovino é um Baco abrasileirado, amante do vinho e do cinema. Na poesia “Juízo Final”, o fim do mundo é (re)visto com humor. É o final dos tempos sob o olhar de um sambista. Enquanto “a saudade será devastada”, os “suicidas tocarão pandeiro” e celebrarão a vida. Como numa visão apocalíptica, mas com muita ironia as “nuvens destilarão vinho” e “sairá cerveja das neblinas”. É a festa de Baco.

A poesia “Antena” revela o que o poeta é e sempre será pela característica do verbo no presente: “eu sou sambista”. Aquele que articula as palavras. Brinca com elas.

O poeta é movido pela paixão de um grande amor e pela poesia. “Todo samba, no fundo, é um canto de amor” (NOCA DA PORTELA). Seus versos têm a harmonia dos componentes, da bateria, da ala das baianas. Para os amantes da poesia, a edição trata-se de um convite: “...bebadosamba, bebadosamba, bebadachama também...” (PAULINHO DA VIOLA).

Em SOBRAS COMPLETAS de 400 páginas, as palavras dançam no papel. E pela passarela desfilam: Diadorim, João Gilberto, Macunaíma, Policarpo e Dolores. O autor é um sambista que nasceu de improviso, porque Deus estava em crise e ele era o último da fila.




NA CADÊNCIA DO SAMBA – 1ª parte


“Desde que o samba é samba é assim...”
CAETANO VELOSO

Samba: música que acompanha a dança. Música ritmada, compassada. Samba é música, é dança, é alegria. Samba é amor à música. Desta maneira se define a obra de
Jovino Machado nestas SOBRAS COMPLETAS numa edição caprichosa da Editora Estúdio Guayabo.

Eu me detenho nas poesias de SAMBA (publicado originalmente em 1999) cujos versos têm como referência constante o amor. O que não poderia faltar a este poeta que ama as mulheres, a vida e a poesia. Quem conhece Jovino Machado sabe que ele é um resistente. Um incansável. Um poeta, como tantos outros, defensor da poesia, “esse prato indigesto que agrada a poucos” (ANELITO DE OLIVEIRA).

SAMBA foi seu sétimo livro. Coincidência ou não, sete é o número da transformação e da integração. Como as sete notas musicais, os sete dias da semana ou as sete cores do arco-íris. Em “Poema dos trinta anos” há uma explícita referência ao ‘sete’. Como a perda de uma qualidade, em conseqüência o ganho de outra melhor. Renovada. A plenitude alcançada:

“aos sete perdi a infância
(...)
aos dezessete perdi a virgindade
(...)
aos vinte e sete perdi a ingenuidade”
(...)