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domingo, 20 de setembro de 2015

Pedal dos Rôias - agosto



Mais um Pedal dos Rôia de sucesso. Uma turma legal e animada pedalou na ciclovia rumo à Savassi, neste domingo, dia 23 de agosto de 2015, debaixo de sol mesmo estando no inverno. A Letícia e a Queila pela primeira vez encararam a aventura e se saíram muito bem. Pedalamos da Praça do Ciclista até a rua Fernandes Tourinho para experimentar “coxinha vegana”, mas a fila estava muito grande e resolvemos voltar. Então passamos na sorveteria São Domingos para saborear aquelas delícias geladas. E depois, retornamos para a Praça do Ciclista.

Valeu, Leelo, Lucas, Tiago, Liliane, Moacir, Elis pelo apoio na condução deste pedal.


Um abraço a todos!

domingo, 23 de agosto de 2015




Traços num fundo branco... Tinta preta sobre o papel... As obras do artista plástico Leonilson em exposição no CCBB (Praça da Liberdade) são como lembranças. Assim se define numa das salas como “Os trabalhos são como diários”, onde traços finos, pessoas minúsculas, bordados, colagens, compõe os “grandes campos brancos para bordar”.

Numa das salas intitulada “Os 1991”, fixaram com pregos (diretamente nas paredes) alguns trabalhos, principalmente as lonas. Curioso. A acrílica sobre lona “Os rios por meu fluído entrego meu coração” de 1992 (um ano após a descoberta da doença que o vitimou em 1993) revela a sensibilidade diante do inevitável, com o acréscimo de cores fortes e vibrantes. 


Sua última obra – que não viu ser finalizada – é uma instalação na capela do Morumbi. Na exposição foram mantidas as mesmas proporções. E na sala onde está parece algo espacial, algo de enquadramento e que me lembrou o estilo visual do cineasta Stanley Kubrick chamado de “One-Point Perspective”. Enfim, um belo trabalho do Leonilson. 


domingo, 2 de agosto de 2015

TETSUO: O HOMEM DE FERRO



Há dor na transformação. Há dor na mutação. O filme TETSUO: O HOMEM DE FERRO (1989) do diretor Shinya Tsukamoto retrata a dor e o sofrimento de um personagem que se transforma/metamorfoseia num ser literalmente de ferro. Isto me fez lembrar do livro “A Metamorfose” de Franz Kafka, onde um homem acorda e se vê transformado num inseto. É a transformação, a ruptura, a mudança dos paradigmas da realidade. E esta ruptura se percebe na trilha sonora: ruídos, barulhos, sons exagerados durante os 67 minutos do filme. A película apresenta poucos diálogos, como se nesta “transformação” não há muito que dizer e sim, mostrar. Filmado em preto e branco, TETSUO: O HOMEM DE FERRO se dilacera em meio às ferragens que consomem o seu corpo.

Na animação AKIRA (1988) de Katsuhiro Otomo há um personagem (coincidentemente) de nome “Tetsuo” em que se transforma numa coisa/máquina após as experiências que ele sofreu nas mãos dos militares.

E também, no filme A MOSCA (1986), de David Cronenberg, cujo personagem se transforma numa mosca após as experiências de tele transporte.

Transformar-se numa nova “coisa” é subverter a realidade. É fugir ao padrão de que o ser é constituído. É como uma regra: se você quer se transformar, haverá dor, haverá sofrimento.



domingo, 19 de julho de 2015

Instinto Fatal


E eu venho com aquela velha pergunta: Instinto Fatal (1988) de George Romero é um filme de terror? Podemos considerar que sim. O terror de sentir aquela macaquinha dominando um homem preso a uma cadeira de rodas. O que seria sentir impotente diante de um animalzinho com uma navalha em suas patinhas? Ou com uma seringa cheia de veneno? É um terror psicológico que George Romero nos apresenta.

Mas é um filme de terror ou um filme de “terrir”? Haja vista a platéia que lotou a sala de cinema foi ao delírio em risadas frenéticas quando a macaquinha foi morta pelo personagem principal. E quando o animalzinho brota das costas do personagem na mesa de operações – e nada mais era do que um pesadelo. E mesmo assim, gargalhadas ecoaram.

George Romero dirigiu os filmes “A Noite dos Mortos Vivos”, “Despertar dos Mortos” e “Dia dos Mortos”. É sua saga e seu território: os Zumbis. Como nas décadas de 70 e 80 não havia muitos truques de computação (e que, aliás, nem havia computador), imagino que os diretores de filmes de terror tinham que se virar para realizar tal façanha. Realizar filmes de terror em “filmes de terror” e não deixá-los se transformarem em filmes de “terrir”.  Mas acho que depende da platéia e da época.


Considero este o melhor filme de George Romero: “A Metade Negra”. O enredo: o personagem de um livro toma vida e aterroriza a família e os amigos do escritor que o criou. Filme assustador. Vale a pena conferir!

sábado, 11 de julho de 2015


FOME DE VIVER de 1983 dirigido por Tony Scott é mais um “drama” do que um filme de terror. O jogo de luz e sombra no local onde os “possíveis” vampiros moram retratam a morbidez destes seres que vivem isolados do mundo dos humanos. Como nos filmes de Drácula: aquela penumbra, aquela solidão... A película estrelada por Catherine Deneuve, David Bowie e Susan Sarandon quase formam um triângulo amoroso. A atriz francesa Catherine Deneuve – no esplendor de sua beleza – retrata com seu olhar vago a solidão disfarçada em alegria de “viver pra sempre”. O roqueiro inglês David Bowie – elogiado em outros filmes como “Furyo” – com a sobriedade de um lorde representa o “marido” eterno de sua Musa. As pombas esvoaçando no local onde repousam os amados da personagem de Catherine representam a paz. Mas não uma “paz” que reina após um conflito. E sim, a paz de deixar esta “pseudo-vida”: a de um “morto vivo”. Tony Scott dirigiu filmes como “Top Gun”, “Um tira da pesada”, “Dias de trovão”, “Maré Vermelha e “Déja Vu”. Até pelo estilo de filmes que costuma dirigir, FOME DE VIVER foge dos padrões de Tony Scott.

 Enfim, uma grata surpresa para este “quase” cinéfilo que escreve estas poucas palavras...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Tudo começa num ponto


O ponto remete ao traço.
O traço remete à forma.
A forma merece a cor.
Esta foi a impressão que eu tive ao ver a exposição “Tudo começa num ponto” no CCBB, do pintor russo Wassily Kandinsky (1866/1944) e de seus conterrâneos. É uma infinidade de obras de arte de encher os olhos. É de uma beleza ímpar o estilo desta escola russa. Cores, traços, forma, numa mistura hipnótica.
Ver uma obra de arte na TV ou numa revista não tem a tamanha intensidade de vê-la ao vivo. Uma obra de arte diante de seus olhos é estarrecedor. E perceber como realmente são suas cores é uma experiência incrível. Foi o que presenciei, também, nas obras da pintora alemã Gabriele Münter (1877/1962) – ela foi aluna de Wassily Kandinsky.
Suas cores vivas soltam aos nossos olhos. É de uma vivacidade que encanta qualquer espectador. Certamente, seguiu a lição do Mestre.


terça-feira, 28 de abril de 2015

CAMINHADA NA TRILHA VERDE DA MARIA FUMAÇA


Entre os dias 18 e 21 de abril deste ano participei de uma caminhada ecológica na Trilha Verde da Maria Fumaça, passando por Bandeirinhas, Barão do Guaicuhi, Mendes, Conselheiro Mata, Rodeador e Monjolos. Eu havia feito este trajeto no ano de 2013 e mais uma vez, pude presenciar as belas cachoeiras e riachos ao longo da trilha. E o que é melhor: na companhia de pessoas maravilhosas. Valeu demais, galera!