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quarta-feira, 25 de abril de 2012

UNIVERSO

PARTE 1



Eu desejo:

Queria viajar numa nave espacial de apenas um tripulante. Que tivesse uma câmara que na verdade fosse um invólucro de animação suspensa para viagens de longa duração. Pousaria a nave num planeta distante para descansar e dormir. Atravessaria galáxias sem envelhecer. Invadiria um Buraco Negro. Desafiaria a Física. Seria um cavaleiro solitário do espaço sideral.




PARTE 2


Eu crio:

Entro num foguete espacial e decolo. Ganho o espaço. Passo pela Lua, por Marte, Júpiter. Dou adeus a Plutão e a toda velocidade rumo ao desconhecido. Viajo pela galáxia durante anos. Atravesso os séculos; há combustível de sobra no foguete. E quanto mais viajo, mais Universo encontro. É impossível acreditar no infinito do Universo. Estrelas e mais estrelas, asteróides, planetas e não há o fim. Será possível? Mas como pode ser isso? Minha mente é incapaz de conceber o infinito.




PARTE 3


Eu imagino:

Então o Universo tem fim.
O Universo é um valioso presente guardado numa caixa de vidro nas mãos de Deus.

sábado, 17 de março de 2012

PEDAL PARA LAGOA SANTA



RESENHA DO DIA
Padrinho: Guilherme Lisboa
Grau de dificuldade: Alto
Percurso: mais ou menos 80 Km


O encontro para o pedal a Lagoa Santa foi em frente ao Extra do Minas Shoppoing. Manhã de domingo, dia 11 de março de 2012. O padrinho desta vez foi o Guilherme Lisboa e apareceram 17 ciclistas (quinze homens e duas mulheres). Mal saímos e já teve um pneu furado. Consertamos sem problema algum. E eis que descobrimos que o pneu da Fátima estava com um rasgo considerável e ela nem havia percebido. Aylton fez uma “gambiarra”: colocou um pedaço de “manchão”, passou cola e pronto! Estávamos prontos para sair. Partimos às 08h30min. Quando estávamos perto do Cicleviana, a Taís apareceu com mais dois ciclistas. Eles estavam ido para Confins e resolveram ir com a gente para Lagoa Santa. E o total foram 20 ciclistas (dezessete homens e três mulheres). A pedalada transcorreu sem incidentes. Chegamos em Lagoa Santa e fomos direto para a tradicional lanchonete a beira da lagoa. Alguns lancharam, outros almoçaram e eu encarei 500 ml de creme de açaí. A Taís e seus dois amigos tiveram que sair mais cedo e quando foi a nossa hora de sair – após um breve descanso – descobrimos que havia mais um pneu furado. Trocamos e saímos debaixo de um escaldante sol. No centro de Lagoa Santa encontramos com o filho da Fátima. Ele já estava de prontidão para resgatar a mãe. Seguimos nossa viagem de volta a BH. Estávamos perto de Vespasiano quando foi o pneu do Augusto que furou. E ele descobriu também que seu cabo de marcha havia se partido. Então ele teve que voltar sem marchas. Ele deixou a corrente numa posição boa para as subidas e as retas. Quando chegamos na Estação do Metrô em Vilarinho, Maria Flávia e mais dois colegas voltaram de metrô. O restante seguiu pela Avenida Cristiano Machado. Chegamos no Minas Shopping às 16h05min quando o grupo se dispersou. Cada um foi pra um lado rumo às suas residências. Eu cheguei em casa às 16h35min.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

RESENHA DO DIA



Domingo, dia 05 de fevereiro, eu e minha companheira de pedal, a Maria Flávia, participamos pela primeira vez da CAMINHADA MINEIRA organizada pelo Marcelo Pereira. Estiveram presentes umas 45 pessoas. E nada como uma bela caminhada ao lado de pessoas maravilhosas. Caminhamos pelo trecho de São Bartolomeu, próximo a Glaura e Ouro Preto. Foram, mais ou menos, 18 Km em meio à natureza. Encontrei pelo caminho um morcego morto e uma cobra esmagada, cujo fato não passou despercebido pelas minhas lentes fotográficas. A natureza de nossas “minas gerais” é repleta de diversidade: flores, plantas, animais. Natureza rica e florestas intocadas. E ao final da caminhada entramos na cachoeira: água gelada e gostosa após uma caminhada debaixo de sol escaldante. Ao final da caminhada meus pés já estavam detonados. Motivo: não eram tênis para caminhada. E quem comete este erro sofre! Mas nada como um bom descanso depois de andar tanto pisando em terra, barro e pedras. Depois fomos almoçar na Pousada São Bartolomeu que fica na cidadezinha de São Bartolomeu. Iguarias da melhor qualidade: frango assado, maionese, feijão tropeiro. E a sobremesa nem se fala: queijo, doce de leite, figo... tipicamente mineiro. E nada como a hospitalidade do povo mineiro na presença da equipe da Pousada São Bartolomeu.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A MÚSICA




“Os grandes gênios sofrem
e devem sofrer, mas eles
não têm que se queixar:
eles experimentaram uma embriaguez
desconhecida do resto dos homens”.
CHARLES GOUNOD

Imagine o mundo sem música. Imagine se os pássaros não cantassem, se o homem não descobrisse a arte de compor e de criar instrumentos musicais. O mundo não seria o mesmo. A música tem seu mistério. Entretanto, segundo o dicionário não é nada misterioso: “arte de combinar os sons de maneira agradável ao ouvido”. Até é muito simples. Através do ouvido somos influenciados pela música. Ela nos deixa tristes ou alegres. Deixa-nos excitados ou podemos simplesmente nos relaxar. Existem pessoas no mundo que se encarregam de tratar de “nossos ouvidos”. Os gênios da música clássica, por exemplo, vieram ao mundo para despertarem melodias adormecidas. Para o compositor austríaco Franz Schubert (1797-1828), o ato mais simples deste mundo era compor. A música brotava de seu ser como água jorra de uma cachoeira. Produziu mais de mil obras em apenas trinta e um anos de vida. Às vezes, a música aparece com intensidade maior como é o caso do compositor russo Petr Ilich Tchaikowsky (1840-1893). Certa vez, quando menino, ele fora surpreendido pela governanta a soluçar e chorar. Indagado sobre aquele estado, dizia que era por causa da música. A música o atormentava. Pedia para ser salvo, pois ela não o deixava descansar. A música estava em sua cabeça e clamava por sair. Será que existem pessoas que vêm ao mundo para despertarem as músicas? Acredito que sim. Como acredito que qualquer um já experimentou a sensação de ouvir uma música e imaginado consigo mesmo: “Acho que já ouvi essa música...”, ou “Essa música foi feita para mim...”, ou “Eu poderia ter escrito essa música...”. A música está em todos os lados. Em todos os cantos. Basta as pessoas nascerem para descobri-la.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

RESENHA DO DIA

PEDAL DA ALCATÉIA SEM PRESSA
Padrinho: Javert
Grau de dificuldade:
Baixo (baixíssimo) – “só para desenferrujar os ossos”.
Percurso: mais ou menos 15 Km
Ciclovia/Andradas/Contorno Getúlio Vargas/bairro de Lourdes

Domingo, dia 22 de janeiro de 2012: Maria Flávia me liga às 08h20min e eu ainda no bairro Floresta em direção a Praça Luiz Eugênio Silveira (Escadaria). É o pedal da ALCATÉIA SEM PRESSA estreando o ano de 2012. Bom, pelo menos eu. Não sei se os outros integrantes já estrearam este ano. Eu estreei também a camiseta nova. Enfim, estamos de volta! Já que eram apenas eu e Maria Flávia resolvemos mudar o percurso: nada de ir ao bairro Santa Inês. Seguimos Contorno em direção à Ciclovia. Paramos num posto de gasolina para enchermos nossos pneus. E até assim parecia estar “enferrujado”. Deixei o pneu esvaziar. Motivo: esqueci que o bico da câmara da roda traseira é curto e dificulta o encaixe da mangueira de ar. Mas nada como um frentista atencioso: ajudou-me a puxar o bico mais para fora e assim consegui encher o pneu. Os pneus da bike da Maria Flávia foram mais fáceis de encher. Seguimos pela Avenida Contorno até que a alça da minha mochila se soltou e mais uma parada técnica para consertar a alça. Chegamos na Ciclovia já pensando naquele “cajuzinho” e na primeira padaria que vimos só encontramos “paçoquinha”. Continuamos pela Ciclovia até chegarmos na Andradas. Aí eu fiquei na dúvida: seguir o proposto ou mudar o trajeto? Deixei para Maria Flávia decidir. Mas ela passou a bola pra mim. Acho que estava bastante “enferrujado” e resolvi mudar. Ao invés de seguir pela Andradas até o bairro Santa Inês, viramos à esquerda no Boulevard Shopping e caímos na Contorno novamente. Subimos a Contorno e passamos em frente a um barzinho e encontramos o danado do “cajuzinho”. Entramos na Getúlio Vargas e fomos fazer um Tour pelo Lourdes. Terminamos o pedal às 11h20min e certo de que domingo que vem tem mais.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

2012 motivos

Ano novo: vida nova. O primeiro texto do ano da graça de nosso senhor Jesus Cristo de 2012. Parece algo irreal: ter-se já passados doze anos deste novo milênio. Doze anos! Einstein dizia que a gravidade deforma o tempo e o espaço. Acho que deforma meu cérebro também. Isso me faz lembrar de quando era criança/adolescente: meu pai tinha uma garrafa de uísque de 15 anos. Eu ficava imaginando: 15 anos... A garrafa era mais velha do que eu. E esta idéia martelava minha cabeça. E hoje em dia não martela mais. Passados doze anos desde o ano 2000 já não é tão novidade e surpresa assim.
O novo milênio. E parece que nada mudou. As mesmas notícias, as mesmas tragédias, o mesmo dia a dia. Quando eu tinha 16 anos em 1983, imaginava o ano 2000 como uma vida moderna, uma vida melhor, com naves espaciais, carros voadores, uma sociedade mais civilizada. Quanta ilusão! A violência continua a mesma, as guerras continuam as mesmas. Uma vida melhor para todos no mundo... não aconteceu. Não espero mais por dias melhores.
Bom, então é isso, a vida continua e tento formular 2012 motivos. Motivos são como cartas. Mas não as antigas cartas (pretensas e filosóficas) que costumava escrever. Nem se comparam às cartas que os grandes escritores trocaram entre si durante a história da humanidade. Talvez o tempo deles fosse mais precioso e melhor aproveitado. Hoje em dia, em pleno século XXI, o tempo domina meu modo de pensar. De refletir sobre a vida. Sobre as coisas – sobre o futuro. De pensar a respeito do tempo: este inexorável momento delimitado pelo homem. O tempo marcado – o tempo registrado. E como dizia o filósofo Wittgenstein: “vivemos a formular as mesmas perguntas”. E à medida que o pensamento voa à velocidade da luz tento encontrar 2012 motivos para sorrir.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Filme dos Espíritos



Cajazeiras, Paraíba, 1943: Um jagunço espreita um trabalhador por trás de um arbusto. E com seu rifle atira no indefeso.
São Paulo, SP, 2000: Um homem se embriaga com uma garrafa de uísque relembrando momentos passados com sua jovem esposa. Assim começa O Filme dos Espíritos. A trama está focada no professor Bruno (personagem central do filme) que se torna refém das bebidas após a prematura morte da esposa. Nelson Xavier interpreta Levi, um médico responsável por uma casa que ajuda deficientes com paralisia cerebral. Ele acredita que pessoas com deficiência são seres que precisam passar por uma evolução espiritual, como forma de expiação de suas vidas passadas. Levi apresenta a Bruno a doutrina espírita através dO Livro dos Espíritos de Allan Kardec, e este mantém um certo receio até ler as primeiras páginas do livro. A aproximação de Bruno com a palavra mediúnica abre seu coração para o perdão. E após ler o livro e se conscientizar da mensagem, Bruno o entrega a uma senhora que chora sobre o túmulo em um cemitério. Um livro como esperança a muitas pessoas: livro que se passa de mão em mão como redenção a almas desconsoladas no mundo terreno.
Mas nós espectadores nunca estamos satisfeitos. Senti falta de um aprofundamento na questão do aborto e na forma de expiação que os espíritos enfrentam quando quitam “dívidas passadas”. Mesmo assim, não deixa de ser um bom filme para se refletir. E ele cumpre sua meta – alerta os espectadores para a existência de dois mundos – cuja maior missão é levar a mensagem mediúnica: de fazer o bem e disseminar o amor.
E a relação entre a cena inicial em Cajazeiras, na Paraíba e a vida de Bruno só nos é revelada no final da exibição.




O Filme dos Espíritos é inspirado nO Livro dos Espíritos de Allan Kardec, cuja publicação datada de 18 de abril de 1857, contém os “princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ornados por Allan Kardec”.