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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

RUDS Santa Luzia


RESENHA
Rud’s – 23 de janeiro de 2011
Padrinho: Aylton Coelho
Grau de dificuldade: leve/médio
Percurso: +- 56 Km
Rumo à: Cidade Administrativa/Santa Luzia
Texto de Aylton Coelho e Javert Denilson

O encontro para mais um RUDs (Rolé Urbano de Domingo) foi na entrada do supermercado EXTRA do Minas Shopping às 08h30min e com saída às 09 horas. Com uma adesão maciça de 23 ciclistas (19 homens e 04 mulheres), o ritmo do passeio foi o mais tranqüilo possível e com muita confraternização entre os participantes. Houve problemas mecânicos como o pneu furado do Vinícius e com alguns ajustes na Superbike do Nino, nosso colega e ilustre visitante de Itabira. Após uma rápida passagem pela Cidade Administrativa, seguimos para Santa Luzia e chegamos por volta das 12h30min. Conforme combinado, o pessoal optou por almoçar no Restaurante Galeria onde um self-service delicioso nos aguardava. E com as mais diversas iguarias, desde leitoa assada até bacalhoada. O proprietário do restaurante tratou a turma como ilustres visitantes “Vips”. Além de disponibilizar um estacionamento privativo para as bikes, reservou ainda um espaço no restaurante só para nós almoçarmos com tranqüilidade e depois descansarmos. O retorno para casa foi tranqüilo e resolvemos passar na casa da avó do Vinícius para tomarmos uma ducha para refrescar, mas ela não estava em casa. Então saímos por volta das 15 horas e chegamos ao Minas Shopping às 16h30min. Apesar das desgastantes subidas e do calor intenso começamos com “chave de ouro” os RUDs de 2011.
Até a próxima pessoal!

Vejam as fotos:
http://picasaweb.google.com/11717357402 ... antaLuzia#

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

METRÓPLE

Pedalo em minha bicicleta pelas ruas da metrópole, o vento acaricia meu rosto – congela-me. Os automóveis rasgam as avenidas e cortam as ruas. De dentro dos ônibus as pessoas conversam numa linguagem sem sabor. Vejo as pessoas – sinto-as. O calor da presença me aquece, mas não sinto amor. A madrugada agora é de um tempo passado. Os primeiros raios do sol iluminam meu caminho pra casa. E o sol não sabe o calor que me faz: um calor mais forte que o amor.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CLOVERFIELD (O MONSTRO)


Não há sinopse na capa do DVD. E o filme começa com uma narração: no futuro encontraram uma câmera de vídeo no Central Park após a destruição da cidade e resolveram mostrá-la ao público. Percebemos o mesmo artifício no filme A BRUXA DE BLAIR, quando encontraram a câmera de vídeo dos garotos que se perderam numa floresta. Os truques do filme são muito bem feitos. Os personagens passam o tempo todo fugindo de criaturas bizarras e do monstro gigante que assola os arranha-céus. Não posso deixar de pensar em filmes como FIM DOS MUNDOS, com Tom Cruise e GODZILLA, com Mathew Broderick. Só que em Cloverfield, o monstro aparece sem nenhuma explicação, mas mesmo assim mantém o tom sombrio.

• Título Original: Cloverfield
• Ano de Produção: 2008
• Elenco: Mike Vogel,Jessica Lucas,Lizzy Caplan,Michael Stahl-David
• Direção: J.J. Abrams,Matt Reeves

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Objetos fosforescentes

A luz fosforescente brilha. Ilumina minha mão. Ajuda a rascunhar no escuro. Acho extraordinários os objetos fosforescentes. Sem me preocupar com o porquê do brilho e toda sua intrínseca combinação de elementos químicos... O interruptor de luz, os comandos do controle remoto da TV, os números e os ponteiros do despertador. Objetos brilhando na escuridão do quarto.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A POSE

O ministro alemão das Relações Exteriores Joachim Von Ribbentropp abre um sorriso para a lente fotográfica, em setembro de 1939*. Ao seu lado está Joseph Stálin, presidente da U.R.S.S., usando um casaco branco com enormes botões. Eles acabaram de assinar o “Pacto Nazi-Soviético”, um acordo de não-agressão mútua entre os dois países. Era o prenúncio de uma grande guerra. Nada de mais numa antiga fotografia. Mas o que me chama atenção é a personalidade de Von Ribbentropp. Comparando-o em outra
fotografia – no julgamento de Nuremberg – alguma coisa mudou. Em 1939, o sorriso empresta aos olhos tranqüilos, a satisfação de um projeto realizado. O ministro, de peito erguido, apresenta o ar da superioridade, da confiança, da certeza de que tudo está caminhando a seu favor.

Na outra foto, de outubro de 1946**, ele parece muito magro. O peito robusto deixou de existir. Não há o sorriso e os olhos pairam sobre profundas olheiras. As maçãs salientes de sua face já não são mais as mesmas. Há um rosto liso, duro, feito de granito. O cabelo, bem grisalho e raro, está em desalinho. Sua expressão parece dizer: “O que estou fazendo aqui?” ou “O que é que eu fui fazer?”

Ele não está só em 1946. Seus compatriotas Julius Streicher, Hermann Göring, Rudolf Hess e Wilhelm Keitel dividem o mesmo banco dos réus. Estes oficiais alemães quando não estão com seus quepes e suas fardas parecem senhores respeitáveis e ninguém suspeitaria das atrocidades que cometeram. Em ambas as fotos, Von Ribbentropp mantém o vistoso terno e gravata e o idêntico “cruzar de braços”. No prazer de assinatura do pacto ou no desgosto de ser julgado, a posição do braço direito por sobre o braço esquerdo, a mão direita escondida e os dedos da mão esquerda à vista é
impecável. Detalhes visíveis num curto espaço de sete anos. É o instante mágico da fotografia sempre querendo me impressionar.

(*) A fotografia de 1939 de Von Ribbentropp e Joseph Stálin encontra-se no livro “Segunda Guerra Mundial - História Fotográfica do Grande Conflito”, de Charles Herridge, editora Círculo do Livro S/A., São Paulo.

(**) A fotografia de 1946 reunindo os criminosos de guerra está no jornal “O Globo”, caderno “O Mundo”, domingo, 06 de outubro de 1996.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CRIMES DE AUTOR


“Enfim, quem constrói a narrativa, quem coloca os óculos de escritor? O escritor protagonista, o ghost-writer, os personagens, ou quem está fora da tela? Se puder, é claro que depois de ver ‘Crimes de Autor’, responda”.
Após as interrogações feitas pelo professor Ronan Gomes em seu blog e depois de ver o citado filme, a dúvida também me acompanha. Como é característica de diretores franceses, a maestria em conduzir a trama de um filme se torna evidente. O diretor Claude Lelouch não foge à regra. CRIMES DE AUTOR (2007) têm como atores principais Dominique Pinon e Fanny Ardant. O filme mostra a relação entre três personagens, que a princípio, são misteriosos, e que nos faz duvidar de cada um de seus atos. Claude Lelouch é um dos diretores de “11 de setembro – um filme” que juntamente com outros diretores de diversas partes do mundo (Irã, Egito, Bósnia, Burkina-Fasso, Inglaterra, México, Israel, Índia, Estados Unidos e Japão) mostraram suas visões acerca do atentado ocorrido em 2001 nos Estados Unidos. No episódio de Lelouch, uma fotógrafa surda-muda não vê e nem ouve os noticiários sobre os atentados. E da janela seu apartamento as torres gêmeas são destruídas.
Em CRIMES DE AUTOR, cada personagem tem seu drama particular: uma prostituta que se passa por cabeleireira, um ghost-writer que se passa por um noivo e uma escritora famosa cujas histórias não são dela. E em meio a esta nebulosa encenação paisagens da França perfilam em nossos olhos, ora urbanas ora rurais. O espectador se encanta com tanta beleza fotográfica e esquece de analisar os fatos. O diretor Claude Lelouch aclamado mundialmente pelo clássico “Um Homem, Uma Mulher” de 1966, cujo filme muito elogiado pela sua fotografia, sabe muito bem ludibriar o espectador. Os personagens simulados vão se revelando ao final da película. E fica a pergunta: Quem engana mais o espectador? Veja o filme de Lelouch e tire suas próprias conclusões.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Justiça


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Este é o título do documentário da cineasta Maria Augusta Ramos. A película aborda o dia-a-dia de um acusado de estar conduzindo um carro roubado em que sofrera um acidente. Mostra também o dia-a-dia da juíza que conduz o inquérito, da defensora pública, da namorada grávida e da mãe do acusado. Aborda, também, o lado da (in)justiça brasileira em casos de pequenos furtos onde a lei estipula de um a três anos de detenção.
O documentário mostra as cadeias super lotadas do Rio de Janeiro. É horroroso. Horrível. Desumano. Faz-nos pensar duas vezes antes de cometer qualquer delito. O crítico do Estado de Minas, Marcelo Castilho Avellar diz que o filme “realiza a tarefa sem envolver ou emocionar o espectador”. Entretanto, fiquei emocionado. O documentário é triste e impressiona. Eu me coloquei no lugar daquele detento e tentei imaginar como seria minha vida. Difícil pensar em viver de um a três anos trancafiado numa pequena cela com 20 ou 30 seres humanos espremidos, dormindo no chão ou em redes penduradas nas grades. Acordar todos os dias naquele lugar deplorável. É muito chocante.