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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Primeiro Sarau de Poesias no HMAL




No dia 26 de setembro de 2018 foi realizado no auditório do Hospital Maria Amélia Lins um SARAU DE POESIAS.  Neste primeiro evento apresentei livros de poesia de Simone Teodoro, Hugo Lima, Ana Elisa Ribeiro, Lecy Pereira, Mônica de Aquino, Simone de Andrade Neves.

Foi uma hora de declamação, de conversa, de descontração. Uma forma de humanizar a convivência entre funcionários e apresentar o que há de melhor na poesia mineira contemporânea.

No próximo sarau levarei livros de outros colegas, grandes figuras desta cidade de Belo Horizonte.
Aguardem!

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Corpos em Marcha




da série: LIVROS!

“O pelotão em marcha
atravessa pés de mulungus
e imprime no asfalto
Uma chacina de flores”


Uma poeta que ama a fotografia e nos apresenta versos como se fossem fotos: instantes aprisionados no tempo. Sobretudo, se pensarmos o tempo como algo inesgotável. E dependendo do local parece não ter fim.

Numa bucólica fazenda onde o tempo parece repousar, os objetos transcendem numa forma poética em CORPOS EM MARCHA de Simone Andrade (Ed. Scriptum, 2015).

Capaz de extrair dos objetos matéria prima de sua poesia, tais objetos desta fazenda como o pilão, o moinho, o sino nos remetem ao movimento. São corpos em marcha, corpos em movimento – na sutileza das palavras.

Corpos em direção ao seu destino. Ora cruel, ora vital. Bois, cavalos, galinhas, porcos, peixes, seres de uma fazenda imaginária, “no ritmo das coisas da vida”. Terra, vegetação, animais – a natureza tudo pulsa ao redor da descoberta.

E na belíssima capa da artista plástica Leonora Weissmann, um escafandrista posa diante destes versos que compõe os “corpos em marcha”.




domingo, 2 de setembro de 2018

BARFLY





“Vivemos todos numa espécie de inferno”
Wanda Wilcox

Em BARFLY – CONDENADOS PELO VÍCIO (1987) com direção do francês Barbet Schroeder, a vida de pessoas que frequentam um bar traz a dura realidade de uma classe social marginalizada. Prostitutas, bêbados, párias cuja redenção só a encontram no copo de uísque ou cerveja.

O filme conta a vida de Henry Chinaski (interpretado pelo ator Mickey Rourke – em seu melhor papel). Um escritor que perambula pelos bares, bebendo sem perder a classe e sempre entrando na porrada com seu desafeto no beco atrás do bar. Faye Dunaway faz o papel de Wanda Wilcox, sua companheira bêbada que vive sendo sustentada por outro cara.

Quando retorna para casa, Henry escuta músicas clássicas para criar seus contos. Bem, não diria uma casa, mas uma espelunca de prédio, e o seu quarto, local de paredes mofadas e sujeiras a toda sorte. Até que um dia a editora de uma revista fica interessada em seus contos e faz de tudo para conhecer o autor daquelas histórias. Intrigada como um beberrão é capaz de escrever contos interessantes, eis uma frase do próprio personagem:

“Ninguém que escreve algo de bom poderia escrever em paz”


Baseado na obra de Charles Bukowski – cuja aparição relâmpago no filme não deixa de ser percebida – condenados pelo vício traz a tona vidas despedaçadas, de amores traídos, de decepções sociais... e seus infernos pessoais.

domingo, 3 de junho de 2018

HAROLD & MAUDE



“ Se você quer cantar, cante
E se você quer ser livre, seja livre
Porque existem milhares de coisas para ser...”


Um jovem descontente com a vida e cheio de criatividade em simular suicídios que deixam sua mãe louca da vida. Com o tempo, sua mãe já não se assusta mais com tais cenas e o jovem mesmo assim continua sua sagaz vida de suicida ambulante. Estou falando de Harold. Um garoto que adora freqüentar velórios e participar de enterros de pessoas que não conhece. Um jovem com muita vida pela frente, mas sem vontade nenhuma de viver. Ele ama tanto a morte que seu veículo é um “carro fúnebre”. Eis que ele encontra uma senhora de 71 anos num cemitério que é totalmente o contrário dele: ela ama a vida e tenta aproveitar o máximo dela. Estou falando de Maude, uma velhinha arteira, capaz de roubar árvores e plantá-las em outro lugar, e de pilotar motocicletas na mais alta velocidade.

Estou falando de HAROLD & MAUDE – ENSINA-ME A VIVER (1971) do diretor Hal Hashby. Harold é interpretado pelo ator Bud Cort e Maude pela espetacular atriz Ruth Gordon. Com trilha sonora de, nada mais nada menos, Cat Stevens, o filme é um primor de amor à vida. Baseado no livro de Colin Higgins, Harold & Maude são como dois corpos que se atraem como ferro e o ímã. A questão da solidão é marcante no filme. Interpretação de Bud Cort com seu olhar sarcástico e o vigor da interpretação de Ruth Gordon desfilam neste filme feito com sensibilidade.

E a canção "If You Want to Sing Out, Sing Out", de Cat Stevens é um hino de celebração à vida. 




sexta-feira, 18 de maio de 2018

MULHERES EMERGENTES no Hospital Maria Amélia Lins


Grata presença da poesia brasileira de mulheres maravilhosas através de três cartazes do coletivo MULHERES EMERGENTES, organizado pela “guerreira das letras” Tânia Diniz. Os cartazes perfilam as paredes do Hospital Maria Amélia Lins onde trabalho.

Um está localizado no corredor do auditório, outro ao lado da sala da Psicologia e o terceiro na entrada da Farmácia.

Ilustrações de Iara enfeitam as publicações... enquanto versos de Francirene Gripp, Simone Andrade, Ana Elisa Ribeiro, entre outras, desfilam sobre o papel...

Para maiores informações sobre este belo projeto, visitem o Blog:




terça-feira, 15 de maio de 2018

AMORA DE PÉ




O Conservatório da UFMG teve o prazer de apresentar na quinta-feira, dia 05 de abril de 2018, o show do grupo musical AMORA DE PÉ. O quinteto formado por Ana F., Gabriel Zocrato, Nathalia Dias, Rogério dos Santos e Érica Taupker nos brindou mais uma vez com um som ímpar. 

Ímpar na maior acepção da palavra, uma vez que não entendi a diferença entre as sonoridades nºs 414 e 440 que a violoncelista Érica explicou no início do show. Entretanto, uma coisa ficou bem clara: o som foi estupendo! Sem arranhões ou chiados – um som limpo, puro. Um belo espetáculo...

Em meio a comoção com o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL, o grupo apresentou um belíssimo poema em memória desta lutadora. Rogério fez ecoar as palavras para fora do recinto com sua voz poderosa.

E vocês podem ter certeza: Uma luta que não ficará em vão.
Como a música que não cessa – e que jamais terá fim...

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Pedal dos Rôias - Abril



O Pedal dos Rôias do dia 12 de abril, foi da superação. Os alunos conseguiram pedalar até a Praça da Bandeira, no alto da Avenida Afonso Pena.

Chegaram cansados, mas chegaram.

Próximo desafio: chegar até a Praça do Papa!