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domingo, 13 de novembro de 2016
CATATAU
Catatau significa calhamaço. E Catatau é o título
do intrigante livro do poeta Paulo Leminski. Um livro que foi classificado pelo
próprio autor como um “romance ideia”. E nada mais compreensível do que ler uma
crítica sobre este calhamaço. Então, o livro da Professora Tida Carvalho intitulado “Catatau de Paulo Leminski:
(des)coordenadas cartesianas” (2ª Edição , São Paulo, 2015, Maçã de Vidro
Edições) abre uma luz sobre o “claro/enigma” deste poeta curitibano.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
MOBGRAPHIA DE HOSPÍCIO
A
exposição do artista e psicólogo Felipe Arthur, na AMMG - Associação Médica de
Minas Gerais causa impacto logo na entrada. Uma roupa esfarrapada, disforme,
pendurada, exposta, nua & crua na cara do expectador. É o impacto, o choque,
como costuma ser as exposições de Felipe. A obra intitula-se “Corpo de Hospício
2013: Instalação interativa, pijamas hospitalares”. Não sendo, de certa forma,
um contraste com as fotografias em exposição. Fotos em preto&branco
revelando a face das pessoas internadas em sanatórios, traduzindo alegria e
indiferença diante da câmara fotográfica.
A
mostra MOBGRAPHIA
DE HOSPÍCIO reside
no contraste entre o neutro e o colorido. Na mesa, fotos coloridas impressas em
pequenos tocos de madeira. Como pedaços de esperança nas cores vivas – como
quebra-cabeças a serem montados para a Vida.
domingo, 23 de outubro de 2016
PEDAL SOLIDÁRIO: SOU CICLISTA DO BEM
Belo Horizonte, 22 de Outubro de 2016.
Numa bela manhã de sábado...
Mais uma vez foi realizado o PEDAL
SOLIDÁRIO: SOU CICLISTA DO BEM, organizado pelo Desta vez, visitamos a Escola
Estadual Três Poderes e o asilo ESPAÇO BEM VIVER, ambos no bairro Itapoã.
A concentração foi em frente à loja de
bikes alugadas, a BIKEMANIA, do colega Rodrigo e de lá partimos.
Encontramos com os jovens ciclistas
alunos da Escola e de lá fomos em direção ao asilo levar os donativos.
E mais uma vez,
realizado com sucesso,
este evento solidário
do qual gosto e confesso!
sábado, 8 de outubro de 2016
TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE
Baseado em fatos reais e no livro dos jornalistas Bob
Woodward e Carl Bernstein, o filme TODOS
OS HOMENS DO PRESIDENTE (1976) evoca a história de um dos presidentes mais
controversos dos Estados Unidos, Richard Nixon, no período de 1972 a 1974. Os atores
principais são coadjuvados por um time de primeira como Jason Robards, Jack
Warden e Martin Balsan.
A trilha sonora é de David Shire que mescla músicas de
suspense e ação. Quando o filme começa não há música de abertura e a cena é o
arrombamento da sede do Partido Republicano no prédio de Watergate.
O filme mostra o processo de investigação dos repórteres
do jornal The Washington Post. A
película não aborda a vida pessoal dos personagens e sim sua relação com o
trabalho jornalístico. E o trabalho jornalístico fora uma intricada
investigação que resultou em processos para renúncia do presidente dos Estados
Unidos, Richard Nixon, um fato histórico na história americana. Nos fica
evidente a neutralidade dos repórteres, em face do que pode acontecer. Eles não
querem ver sua nação à ruína, mas precisam cumprir profissionalmente a função
que é a de ser repórter. Que é informar através de fatos, a verdade (?) para a
sociedade.
No ramo jornalístico repórteres precisam ter sorte para
conseguirem um “furo de reportagem” e Woodward e Bernstein tiveram muita sorte
na investigação entre tantos repórteres de outros jornais. Eles só publicam
algo se for confirmado e não citam nomes.
Numa época que não existia a Internet, os repórteres buscam
os registros de livros consultados pela Casa Branca, numa cena espetacular onde
a câmera foca os dois em plena busca de provas para sua matéria jornalística; a
imagem afasta-se de baixo para cima num tom de profundidade.
Eles possuíam uma arma poderosa: o telefone. E através
dele investigam a vida de todos os envolvidos. E a cada resposta do
interlocutor, os repórteres anotam tudo em seus blocos – cada palavra. Eles são
orientados por seu editor, interpretado por Jack Warden.
Bob Woodward tem a ajuda de um homem misterioso com o
codinome “Garganta Profunda”, interpretado por Hal Halbrock, que apenas
confirma e o orienta em sua investigação. Eles se encontram de madrugada no
estacionamento de um Shopping:
“Você me diz o que sabe e eu confirmo, mantenho você na
pista certa” – diz Garganta Profunda.
Em algumas cenas há sempre um rádio ou TV
transmitindo e passando notícias, ou na
redação do jornal ou no apartamento de Woodward. Numa época onde as máquinas de
datilografia eram as armas dos jornalistas, a palavra transformada em notícia
para deleite de leitores. As matérias de Woodward e Bernstein levaram o
Tribunal de Contas a investigar o comitê de reeleição de Nixon.
Como no início o filme termina sem música. E com
Woodward e Bernstein datilografando ferozmente suas máquinas de escrever.
A vida não para.
INFORMAÇÃO TÉCNICA
Nacionalidade: EUA
Direção: Alan J. Pakula
Atores: Robert Redford, Dustin Hoffman
Ano: 1976
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
O periódico “Persuasão”
Em
1996, eu e os parceiros literários Maria Alice,
Ronan Gomes e Osvaldo
Gomes criamos o periódico “Persuasão”. Uma folha A4 dividida ao meio
para publicação de quatro textos (poesia, crítica, conto, etc.). A produção era
de nosso próprio bolso e distribuíamos entre os colegas, principalmente através
dos Correios. No início, as ilustrações eram feitas pelo Daniel, colega de
trabalho do Ronan. E depois, foram realizadas pelo artista plástico Alfred Kristu até o fim do periódico. Muitos
contribuíram com seus textos nesta aventura.
E
são eles:
Jovino Machado
Artur da Távola
Vanderlei Lourenço
Dina Maria de Souza
Margarete Soraia
Nina Ponte Bella
Mônica de Aquino
Aiaros Schnitger
Naia Pinheiro
Eno Theodoro Wanke
Manoel Neves
Rômulo Venades
Alexa Almeida
domingo, 18 de setembro de 2016
SÃO LOUCOS, MAS NA VERDADE SÃO GENIAIS...
A idealização do
projeto é do grupo BARKAÇA de Dioli e Karol Penido que produziram este trabalho
fantástico. Acompanha o trabalho, um DVD cujo documentário apresenta vários
depoimentos das pessoas que conviveram com o artista.
Nascido em
Divinópolis, Hercules Veloso Cordeiro – Hevecus faz da sua obra a transposição
de figuras, amálgama de cores, traços fortes, cores berrantes, mosaicos
lineares, disformes. O uso do amarelo, do brilho, e por isso caracterizado como
“artista solar”. Outra característica é
a sua mistura cujos quadros possuem tinta a óleo com giz de cera. Em outros,
grafite com tinta nanquim. “Ele faleceu em Bom Despacho no dia 23 de janeiro de
1987, após cometer suicídio”. Tinha 35 anos de idade.
Dizem que a loucura
acompanha o artista, mas na verdade a genialidade supera a insanidade...
Informação
HEVECUS:
Um artista solar
Divinópolis:
Barkaça, 2012.
30
páginas
Tiragem
de 500 exemplares
Distribuição
Gratuita
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Pavios Curtos
“Às imagens
esquecidas da memória, que clamam para ser lembradas.”
Eis que me deparei
com o emblemático poema “96=69” no jornal DEZFACES
e o também, na mesma linha, “Vontade de Comer” na Revista ATO.
“96=69” são
números esfinges. Decifra-me ou te devoro. Serão os anos 1969 e 1996? Talvez. É
a sedução do texto enquanto forma, o texto visível – imagético. Porém não deixo
de pensar na sugestiva posição “69”
(será que existe a posição “96” ?).
Enfim, “96=69” leva a marca registrada de sua série “concretos” em PAVIOS
CURTOS. Os números de cabeça para baixo
ou vice-versa refletem-se a si mesmos.
Para mim, o poema
imagem/espelho reflete a mesma intenção do poema das páginas 44/45 de PAVIOS. Quando se abre o livro
lentamente vê-se o poema espelhado. Não deixo de citar algumas palavras da
Profª. Glória Leal: “Poesia é tentativa
de realização de desejos. Difusos, confusos mesmo, os sentimentos só serão
entendidos pelo autor depois. Depois de dar à luz sua poesia”.
Obra: Pavios Curtos
Autor: José Aloise Bahia
(Anome Livros, 2004)
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