Uma revoada de pássaros é uma coisa muito bonita de se
ver. Agora, traduzir isso com pedaços de madeira é algo para alguém criativo. A
obra do artista plástico Flávio Cro intitulada REVOADA
nos permite verificar a sua visão sobre o mundo. Aquele primeiro impacto que a
obra choca com o olhar é a do espanto e depois é o da assimilação – a maneira
como nosso cérebro processa a informação. As seções instaladas em paredes
brancas há objetos coloridos: nitidamente percebe-se o voo. E não é perceptível
com os objetos não pintados. Verifica-se apenas e tão somente, o que eles são:
as lascas de madeira. As não coloridas formam figuras um tanto “quadradas”,
corretas, retilíneas: são como gaiolas. Os objetos coloridos são como a
“revoada”. Como andorinhas aprisionadas que ganharam a liberdade, e que –
freneticamente – se lançam nos céus numa dança festiva. E com apenas estes
(simples e preciosos) materiais recicláveis, Flávio Cro nos presenteia com a
sua Arte.
Total de visualizações de página
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
sábado, 23 de julho de 2016
SÉTIMO ENCONTRO DE PESQUISADORES DO CAMINHO NOVO
SÉTIMO
ENCONTRO DE PESQUISADORES DO CAMINHO NOVO
Participei do “7º Encontro de
Pesquisadores do Caminho Novo” na cidade de Santos Dumont/MG nos dias 17 e 18 de junho de
2016.
O encontro teve como objetivo a divulgação
do patrimônio e conservação das estações ferroviárias, das locomotivas de vapor
e óleo diesel e das estradas de ferro que percorrem em nosso país. As palestras
foram realizadas no auditório da Fundação Educacional São José cujos temas
abordados como educação patrimonial, história social, arquivos públicos deram
um panorama da atual situação em que se encontra a preservação ferroviária. No
entanto, o “Caminho Novo” faz parte integrante da ESTRADA REAL, cuja beleza
histórica é alvo de caminhantes e ciclistas de todas as partes. A cidade
de Santos Dumont faz parte da rota do “Caminho Novo”, percorrendo pelas cidades
de Ewbank da Câmara, Matias Barbosa, Magé até chegar ao Rio de Janeiro.
domingo, 17 de julho de 2016
PERVERSA PAIXÃO
Direção: Clint Eastwood
Atores: Clint Eastwood, Jessica Walter, Donna Mills
Ano: 1971
Estréia de Clint Eastwood como
diretor, PLAY MISTY FOR ME é o título
original deste filme. No Brasil, o título é PERVERSA PAIXÃO. Conta a vida de um
disc-jóquei (Clint Eastwood) que é atormentado por uma fã (Jessica Walter) que
sempre pedia a ele “para tocar a canção Misty”.
O interessante notar nesta
película é a conexão de três itens:
1) o dia-a-dia do disc-jóquei;
2) a relação dele com a fã
obsessiva;
3) a questão de tocar a música
“Misty”.
O filme tem uma trilha sonora de
primeira! A canção “The First Time Ever I Saw Your Face” na voz de Roberta
Flack é belíssima.
É de se admirar como um sujeito
“meio estilo brucutu” que fez muitos filmes de faroeste e de policial naquela
época, interpretando personagens durões e “marrentos” fosse capaz de dirigir
filmes com tamanha sensibilidade. Haja vista, o sensível “As Pontes de
Madison”.
sábado, 9 de julho de 2016
O que é “Latência”?
“Casa vazia
rosto vazio
pessoa coisa
vida perdida;”
G. Zocrato
O dicionário nos
fornece vários significados. Prefiro definir como algo oculto descoberto pela
análise. É o que sinto pelo livro LATÊNCIA de Ana F. Mendes e G. Zocrato. Um livro de poesias realizado a quatro mãos.
Não que os poemas sejam a junção de seus pensamentos, pois cada um expõe,
separadamente, seus textos nomeados num mesmo livro.
No poema de Ana
intitulado “4 de fevereiro de 2010”
não há pontuações. Mas a leitura se dá de forma normal: intuitivamente lemos o
texto pontuando (mentalmente) onde deve ser pontuado.
Alguns termos
biológicos perpassam pelas poesias – não é à toa que ambos os poetas são
biólogos formados pela UFMG. No final do livro há um glossário para ajudar na
compreensão.
Integrantes e
fundadores do grupo musical AMORA DE PÉ, a poesia corre nas veias destes jovens que mesclada à
música fazem da arte um jardim de flores. E cada leitor fará sua análise, já
que a poesia oculta em cada verso pode desvendar segredos da vida.
O livro faz parte da
coleção “Poesia InCrível” numa edição caprichosa da Crivo Editorial.
domingo, 3 de julho de 2016
PÉS & PEDAIS
Visitem o Blog “Pés & Pedais” de Bruna Caldeira.
Fotografado e entrevistado, este que vos fala, fui!
É só no link abaixo clicar:
"O
pé é a parte do corpo mais imprescindível na conexão do ciclista a sua
bicicleta. É por meio dele que, em contato com o pedal, é possível o
deslocamento existir, fluir. Uma relação de completa intimidade e cooperação
mútua. Fotografar os pés dos ciclistas da cidade é saudar essa união. É,
também, retratar um pouco da personalidade e estilo particulares de cada um e
mostrar a diversidade existente no universo geral de quem pedala. Este
experimento declara um brinde aos pés & pedais!" Bruna Caldeira
Para conhecer os colegas ciclistas este link você deve visitar:
domingo, 19 de junho de 2016
UM TRÁGICO NOS TRÓPICOS
Ele joga tinta sobre a tela camada por camada sem diluição da
mesma e o resultado: alto relevo numa confusão de cores! As tintas parecem
ondular nos quadros, num movimento contínuo...
UM TRÁGICO NOS TRÓPICOS é o título da Mostra
de quadros do artista gaúcho Iberê Camargo (1914-1994). Como ele próprio se definiu: “Não, meu
coração não é maior que o mundo, é muito menor. Nele não cabem minhas dores”.
Na série “Tudo te é falso e inútil” é de uma
profundidade sem fim: sujeitos isolados num mundo sem cores. Assustador e
bonito.
Não se percebe uma explosão de cores vivas
como num Van Gogh e sim uma apresentação de cores neutras (preto, cinza,
marrom) e formas geométricas, onde a cor vermelha é apenas um detalhe. Ele usa
pinceladas bruscas, riscos, rabiscos...
constrói e desconstrói a obra até chegar a sua perfeição.
Iberê Camargo no fim de sua
vida resolveu retratar ciclistas em suas telas. Figuras esquisitas, ciclistas
estranhos. Situados em ambientes desolados
contrastando com a beleza da vida.
“Sou um andante. Carrego comigo o fardo do meu passado. Minha bagagem
são os meus sonhos. Como meus ciclistas, cruzo desertos e busco horizontes que
recuam e se apagam nas brumas da incerteza.” Descreve o artista.
Realmente... um “trágico nos trópicos”...
sábado, 11 de junho de 2016
ESTRANHEZA ONÍRICA
“Há sonhos
que devem permanecer nas
gavetas,
nos cofres, trancados até
o nosso fim.
E por isso,
passíveis de serem
sonhados
a vida inteira”.
HILDA HILST
E parecem sonhos as obras expostas na Mostra
ARQUEOLOGIA EXISTENCIAL do artista plástico mineiro Farnese de Andrade
(1926-1996). E na loucura dos sonhos dançam cabeças, bonecas, esferas cristalinas,
esqueletos de pequenos animais, figuras talhadas em madeira, formas
aprisionadas em redomas de vidro.
Há muita religiosidade expressa nas obras. Muitas
delas em oratórios que encerram a complexidade de um artista. Outras,
acondicionadas em resinas cujo aspecto lembra uma porção de figuras congeladas.
Objetos em resina dão um efeito espetacular: a obra “São Miguel” de 1984, onde
o santo parece – em tons avermelhados – matar uma serpente.
Muitas imagens chocam, causam estranheza, como os
bebezinhos na boca de uma ostra gigante ou da aranha devorando outros bebezinhos.
E não deixa de trazer certo medo já que a música ecoada
pelas paredes da galeria no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, tem um toque fúnebre. Os objetos e a música combinam
bem. E os sonhos, também.
Assinar:
Postagens (Atom)









