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sábado, 9 de julho de 2016

O que é “Latência”?



“Casa vazia
rosto vazio
pessoa coisa
vida perdida;”

G. Zocrato


O dicionário nos fornece vários significados. Prefiro definir como algo oculto descoberto pela análise. É o que sinto pelo livro LATÊNCIA de Ana F. Mendes e G. Zocrato. Um livro de poesias realizado a quatro mãos. Não que os poemas sejam a junção de seus pensamentos, pois cada um expõe, separadamente, seus textos nomeados num mesmo livro.

No poema de Ana intitulado “4 de fevereiro de 2010” não há pontuações. Mas a leitura se dá de forma normal: intuitivamente lemos o texto pontuando (mentalmente) onde deve ser pontuado.

Alguns termos biológicos perpassam pelas poesias – não é à toa que ambos os poetas são biólogos formados pela UFMG. No final do livro há um glossário para ajudar na compreensão.

Integrantes e fundadores do grupo musical AMORA DE PÉ, a poesia corre nas veias destes jovens que mesclada à música fazem da arte um jardim de flores. E cada leitor fará sua análise, já que a poesia oculta em cada verso pode desvendar segredos da vida.

O livro faz parte da coleção “Poesia InCrível” numa edição caprichosa da Crivo Editorial.



domingo, 3 de julho de 2016

PÉS & PEDAIS



Visitem o Blog “Pés & Pedais” de Bruna Caldeira.

Fotografado e entrevistado, este que vos fala, fui!

É só no link abaixo clicar:


"O pé é a parte do corpo mais imprescindível na conexão do ciclista a sua bicicleta. É por meio dele que, em contato com o pedal, é possível o deslocamento existir, fluir. Uma relação de completa intimidade e cooperação mútua. Fotografar os pés dos ciclistas da cidade é saudar essa união. É, também, retratar um pouco da personalidade e estilo particulares de cada um e mostrar a diversidade existente no universo geral de quem pedala. Este experimento declara um brinde aos pés & pedais!" Bruna Caldeira




Para conhecer os colegas ciclistas este link você deve visitar:

domingo, 19 de junho de 2016

UM TRÁGICO NOS TRÓPICOS


Ele joga tinta sobre a tela camada por camada sem diluição da mesma e o resultado: alto relevo numa confusão de cores! As tintas parecem ondular nos quadros, num movimento contínuo...

UM TRÁGICO NOS TRÓPICOS é o título da Mostra de quadros do artista gaúcho Iberê Camargo (1914-1994). Como ele próprio se definiu: “Não, meu coração não é maior que o mundo, é muito menor. Nele não cabem minhas dores”.

Na série “Tudo te é falso e inútil” é de uma profundidade sem fim: sujeitos isolados num mundo sem cores. Assustador e bonito.

Não se percebe uma explosão de cores vivas como num Van Gogh e sim uma apresentação de cores neutras (preto, cinza, marrom) e formas geométricas, onde a cor vermelha é apenas um detalhe. Ele usa pinceladas bruscas, riscos, rabiscos...  constrói e desconstrói a obra até chegar a sua perfeição.

Iberê Camargo no fim de sua vida resolveu retratar ciclistas em suas telas. Figuras esquisitas, ciclistas estranhos. Situados em ambientes desolados contrastando com a beleza da vida.

Sou um andante. Carrego comigo o fardo do meu passado. Minha bagagem são os meus sonhos. Como meus ciclistas, cruzo desertos e busco horizontes que recuam e se apagam nas brumas da incerteza.” Descreve o artista.

Realmente... um “trágico nos trópicos”...





sábado, 11 de junho de 2016

ESTRANHEZA ONÍRICA

“Há sonhos
que devem permanecer nas gavetas,
nos cofres, trancados até o nosso fim.
E por isso,
passíveis de serem sonhados
a vida inteira”.
                       HILDA HILST

E parecem sonhos as obras expostas na Mostra ARQUEOLOGIA EXISTENCIAL do artista plástico mineiro Farnese de Andrade (1926-1996). E na loucura dos sonhos dançam cabeças, bonecas, esferas cristalinas, esqueletos de pequenos animais, figuras talhadas em madeira, formas aprisionadas em redomas de vidro.

Há muita religiosidade expressa nas obras. Muitas delas em oratórios que encerram a complexidade de um artista. Outras, acondicionadas em resinas cujo aspecto lembra uma porção de figuras congeladas. Objetos em resina dão um efeito espetacular: a obra “São Miguel” de 1984, onde o santo parece – em tons avermelhados – matar uma serpente.

Muitas imagens chocam, causam estranheza, como os bebezinhos na boca de uma ostra gigante ou da aranha devorando outros bebezinhos.

E não deixa de trazer certo medo já que a música ecoada pelas paredes da galeria no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, tem um toque fúnebre. Os objetos e a música combinam bem. E os sonhos, também.





domingo, 1 de maio de 2016

ESTRADA REAL 2016


SUA PRIMEIRA VIAGEM PELA ESTRADA REAL
Domingo, 27 de Março de 2016

E mais uma vez, numa manhã maravilhosa, um café da manhã para deixar qualquer ciclista nas nuvens: sucos, café, queijo, leite, bolo de limão, geléia de goiaba, pão de queijo... um manjar dos Deuses... um oferecimento da Pousada São Bartolomeu!

Partimos rumo a Ouro Preto.
E pela Estrada Real foram as guerreiras:

Eu fechando o grupo, e Otávio e seu jipe naquele apoio fundamental.

Foram mais ou menos uns 15 km, mas... com subida atrás de subida. E debaixo de sol escaldante parecia que não terminava mais. Então, quando chegamos ao topo, uma vista maravilhosa: montanhas e vegetação exuberante de nossas “minas gerais”. Uma maravilha!

Maravilha melhor foi a descida até a estrada de asfalto que dá acesso a Ouro Preto.

E por fim, terminou a nossa aventura. Com muitas alegrias, divertimento, sorrisos e de boas lembranças. 


ESTRADA REAL 2016


SUA PRIMEIRA VIAGEM PELA ESTRADA REAL
Sábado, 26 de Março de 2016
Depois do café da manhã na Pousada Ducau, pegamos a estrada margeando o Rio das Velhas. E pra variar, seguimos pelo caminho errado. E acabamos saindo em Itabirito. Então, não deu para fazer o trecho que eu havia imaginado que era para Acuruí e Glaura. O pessoal almoçou em Itabirito e como de costume fiquei me alimentando com bananas e água. A Aldeana, como estava num ritmo abaixo que as demais, foi de carona no Jipe com o Otávio (Sem o Jipe do Otávio, acho que não conseguiríamos: foi valiosíssimo a sua ajuda). 

Eu, Simone, Raquel e Suzélia seguimos pela BR-356. E neste trecho pegamos muita chuva. Os automóveis voavam pela estrada de asfalto, o que realmente acho muito perigoso. Mas tivemos que encarar, pois desta forma não conseguiríamos chegar a tempo em São Bartolomeu.

Antes de entrarmos no distrito de Cachoeira do Campo, viramos à esquerda e encaramos uma subida íngreme – ainda pelo asfalto. Mas a compensação veio depois: uma “super descida” cheia de curvas e completamente vazio de automóveis. Foi emocionante! E a chuva não parava...

Chegamos ensopados em São Bartolomeu.


Depois de mais um merecido banho, fomos jantar na Pousada São Bartolomeu, a mesma que ficamos para dormir. E foi um jantar delicioso! O feijão, o angu e a taioba estavam divinos...


ESTRADA REAL 2016


SUA PRIMEIRA VIAGEM PELA ESTRADA REAL
Sexta-feira, 25 de Março de 2016

Isso mesmo! A primeira viagem de bicicleta pela ESTRADA REAL das colegas Simone Teodoro, Raquel, Aldeana, tendo a companhia de Suzélia e seu esposo, o Otávio. E nossa aventura começou em BH quando partimos com nossas bikes rumo à cidade de Sabará. O Otávio nos acompanhou com um Jipe da década de 1950, enquanto quatro destemidas ciclistas nem imaginavam a aventura que lhes esperava.  Já na entrada de Sabará, a Suzélia leva um tombo. Mas nada de grave. Apenas susto. Ao chegarmos a Sabará, susto maior ainda elas tiveram quando disse que não sabia o caminho para Raposos (em minhas viagens eu não me preocupo com nada, pergunto as pessoas e me oriento pelas placas de sinalizações. Isso quando tem).

E por causa deste meu jeito, resolvemos ir para Nova Lima, ao invés de passar pela cidade de Raposos. E foi lá em Nova Lima que a galera almoçou. Eu me esqueci completamente que era a “primeira viagem delas pela ESTRADA REAL” e nem me preocupei com o almoço (isto porque eu não almoço nestas viagens). Era sexta-feira da paixão e a cidade estava deserta. Todos os restaurantes fechados. Ainda bem que elas descobriram um Subway aberto.


Seguimos (pelo asfalto) direto para Rio Acima sem passar pelo distrito de Honório Bicalho, como eu havia previsto. Chegamos em Rio Acima às 17 horas. Hospedamos na Pousada Ducau, a mesma que fiquei na viagem em 2007. E depois de um merecido banho, fomos jantar: tilápia com mandioquinha!