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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Oficina Bike Anjo BH de 2014






Ano novo, vida nova. E nesta balada realizamos a primeira EBA do ano de 2014. O sol estava a todo vapor e o calor intenso, mesmo debaixo das sombras das árvores da Praça do Ciclista. No dia 26 de janeiro, a 18ª oficina Bike Anjo BH foi um tremendo sucesso. Antes da oficina, promovemos o CUBA (o Curso de Bike Anjo) que tem por finalidade ensinar aos ciclistas experientes algumas noções de “como ensinar uma pessoa a pedalar”. Foi um convívio agradável com pessoas maravilhosas. Foi mais do que uma aula, foi uma troca de experiências tanto de quem estava ensinando como de quem estava aprendendo. Todas as pessoas que apareceram para aprender a pedalar foram atendidas. E inclusive, nos demos ao luxo de poder repetir a dose com quem ainda ficou por lá. Obrigado a todos que participaram do CUBA. Obrigado pela paciência e espero que tenham gostado desta arte. Obrigado a todos que de uma forma outra participaram e ajudaram a EBA ser este sucesso.

Até a próxima!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Única saída


Começou a chover. É sempre assim. Ele nunca está satisfeito com nada. A maior parte da vida foi passada na ociosidade das horas. Poderia viver melhor sem a família. Morar sozinho é um desafio só encarado pelos corajosos. Covardes, passam a vida inteira morando debaixo do teto dos pais. Está chovendo? Ele indaga.  Não. Tá “chuvispingando”. A vida é assim: casa, trabalho, escola, casa, trabalho, escola, casa... num movimento circular. Sair de casa para o trabalho é desanimador. Sair do trabalho é confortador. Encarar a escola é bom e mau. “A vida que leva não é vida”. Mas que lorota ele acabara de pensar. Todas as palavras acima: só besteira. A chuva agora é um verdadeiro toró. Chuvas, como esta, limpam a cidade e as ruas ficam puras. A água limpa tudo e... Ah, o escoadouro. Ele sente como se estivesse na enxurrada, misturando-se com a água e as sujeiras que ela empurra. E a única saída é a sarjeta.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

QUESTÃO DE GOSTO


Ele nunca gostou de ler. Principalmente livros que não tinham gravuras. As palavras que os livros continham eram apenas... palavras. Não havia magia, nem imaginação. As gravuras é que davam subsídio à sua imaginação. E quanto mais gravuras, melhor. Livros sem gravuras, ele não lia. Era uma pena, mas naquela época existiam poucos livros com gravuras. Quando tirava alguma nota vermelha na escola (no boletim escolar), chegava em casa e era obrigado a mostrar para sua mãe. O castigo era ler um livro. De pé. Qualquer um. Ficar o dia inteiro com o livro aberto em suas mãos e proibido de ver TV – que era o que mais gostava de fazer. A mãe era rigorosa, mas nem tanto, pois apenas via ele com o livro nas mãos e achava que estava lendo. Mas ele lia pouco. Conseguia ler a primeira página e depois folheava para ver se estava longe a primeira gravura do livro. Às vezes não havia gravura. Em outros era preciso ler dez páginas para se encontrar o primeiro desenho. Era um sacrifício. E quando o encontrava viajava naquilo e tentava entrar dentro da história. Ao virar a outra página, começava tudo de novo. Ele não tinha paciência. Lia uma página, saltava duas. Louco e ansioso para se chegar à próxima gravura. A leitura não acelerava e – ele não compreendia nada. As palavras, as frases, as poucas gravuras da história não animavam sua imaginação. Ele desejava que cada livro tivesse pelo menos uma gravura a cada duas páginas. Quase como uma revista em quadrinhos. “Por que as escolas não adotavam os gibis para leitura?” Pensava. Seria a glória. De gibis ele entendia muito bem. À medida que envelhecia, as gravuras já não eram tão importantes. Já conseguia ler livros sem este subsidio para sua imaginação. Qualquer livro que tomava nas mãos, imagens eram formadas em sua mente como num filme. Não soltava mais as páginas. Lia-as uma a uma. “Incidente em Antares”, de Érico Veríssimo fora um exemplo de como conseguira se livrar deste infortúnio. O escritor gaúcho era um mestre em “prender” um leitor. Aliás, ainda o é. “Seria muito interessante – pensava ele – se lêssemos vários livros de vários escritores e de todas as nacionalidades, para sentirmos a visão de mundo de cada um. Mas são tantos livros, tantos escritores e tenho tão pouco tempo...”

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

RUAS


De voltas às ruas: Dizem que a história deste prédio é a seguinte: O prédio era um luxuoso hotel na década de 30 e que perdera o status com o aparecimento dos arranha-céus. O proprietário perdera hóspedes ao longo dos anos, inevitavelmente indo à falência. Tivera que vendê-lo. Imaginara que o comprador fosse demoli-lo. Para sua felicidade, não. Reformara-o. Conservara-o E na década de 50 tornou-se o principal paraíso da cidade. E na década de 90 não é mais. Tudo mudou. Tudo se transformou...

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

LIVROS


No quarto há vários livros. A maioria: poesias e romances. São autores estrangeiros e brasileiros. Seu gosto pela leitura começara aos dezoito anos de idade, época que amou profundamente a poesia. Os versos de Fagundes Varella e Álvares de Azevedo ainda estão em sua mente guardados com carinho. Os romances de Graciliano Ramos definitivamente selaram o pacto de leitura entre ele e as obras. “Vidas  Secas” e “São Bernardo” são os melhores livros que já leu. Ele também lera muitos livros emprestados pela biblioteca pública e já emprestara muitos de seus livros. Principalmente para seus poucos amigos. Entretanto, há livros que ele nem ousa falar que possui, com medo de emprestar e de não ser devolvido ou de negar o pedido de um amigo. Os livros são: “O Som e a Fúria”, de William Faulkner, “Boêmios Errantes”, de John Steinbeck, “O Fio da Navalha”, de Somerset Maugham, “Suave é a Noite”, de Scott Fitzgerald e “O Sol Também se Levanta”, de Ernest Hemingway. Estes livros ficam guardados dentro de um armário de metal, encarcerados por uma única chave.Secas” e “São Bernardo” são os melhores livros que já leu. Ele também lera muitos livros emprestados pela biblioteca pública e já empestou muitos livros também. Principalmente para seus poucos amigos. Entretanto, há livros que ele nem ousa falar que possui, com medo de emprestar e de não ser devolvido ou de recusar o pedido de um amigo. Os livros são: “O Som e a Fúria”, de William Faulkner, “Boêmios Errantes”, de John Steinbeck, “O Fio da Navalha”, de Somerset Maugham, “Suave é a Noite”, de Scott Fitzgerald e “O Sol Também se Levanta”, de Ernest Hemingway. Estes livros ficam guardados dentro de um armário de metal, encarcerados por uma única chave. Secas” e “São Bernardo” são os melhores livros que já leu. Ele também lera muitos livros emprestados pela biblioteca pública e já emprestara muitos de seus livros. Principalmente para seus poucos amigos. Entretanto, há livros que ele nem ousa falar que possui, com medo de emprestar e de não ser devolvido ou de negar o pedido de um amigo. Os livros são: “O Som e a Fúria”, de William Faulkner, “Boêmios Errantes”, de John Steinbeck, “O Fio da Navalha”, de Somerset Maugham, “Suave é a Noite”, de Scott Fitzgerald e “O Sol Também se Levanta”, de Ernest Hemingway. Estes livros ficam guardados dentro de um armário de metal, encarcerados por uma única chave.Secas” e “São Bernardo” são os melhores livros que já leu. Ele também lera muitos livros emprestados pela biblioteca pública e já emprestara muitos de seus livros. Principalmente para seus poucos amigos. Entretanto, há livros que ele nem ousa falar que possui, com medo de emprestar e de não ser devolvido ou de negar o pedido de um amigo. Os livros são: “O Som e a Fúria”, de William Faulkner, “Boêmios Errantes”, de John Steinbeck, “O Fio da Navalha”, de Somerset Maugham, “Suave é a Noite”, de Scott Fitzgerald e “O Sol Também se Levanta”, de Ernest Hemingway. Estes livros ficam guardados dentro de um armário de metal, encarcerados por uma única chave.Secas” e “São Bernardo” são os melhores livros que já leu. Ele também lera muitos livros emprestados pela biblioteca pública e já emprestara muitos de seus livros. Principalmente para seus poucos amigos. Entretanto, há livros que ele nem ousa falar que possui, com medo de emprestar e de não ser devolvido ou de negar o pedido de um amigo. Os livros são: “O Som e a Fúria”, de William Faulkner, “Boêmios Errantes”, de John Steinbeck, “O Fio da Navalha”, de Somerset Maugham, “Suave é a Noite”, de Scott Fitzgerald e “O Sol Também se Levanta”, de Ernest Hemingway. Estes livros ficam guardados dentro de um armário de metal, encarcerados por uma única chave. Secas” e “São Bernardo” são os melhores livros que já leu. Ele também lera muitos livros emprestados pela biblioteca pública e já emprestara muitos de seus livros. Principalmente para seus poucos amigos. Entretanto, há livros que ele nem ousa falar que possui, com medo de emprestar e de não ser devolvido ou de negar o pedido de um amigo. Os livros são: “O Som e a Fúria”, de William Faulkner, “Boêmios Errantes”, de John Steinbeck, “O Fio da Navalha”, de Somerset Maugham, “Suave é a Noite”, de Scott Fitzgerald e “O Sol Também se Levanta”, de Ernest Hemingway. Estes livros ficam guardados dentro de um armário de metal, encarcerados por uma única chave.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Desejo


Tempestades em alto-mar: o verão inicia e ele tem que voltar às aulas. Apesar de ter repetido o ano tudo é novidade. E finalmente, as temperaturas amenas. Mira-se no espelho: os óculos estão tortos, os olhos em desalinho, barba por fazer. Está ficando careca. A última noite não sonhou. Os sonhos são essenciais para sua existência – sem eles até os pesadelos são bem-vindos. O mundo não passa de uma vontade – só dele: um desejo.

domingo, 8 de dezembro de 2013

16ª Oficina Bike Anjo BH



No dia 24 de novembro de 2013, um pouco nublado, foi realizada a 16ª Oficina Bike Anjo BH. Apesar do clima chuvoso, muitas pessoas apareceram para aprender a pedalar. Tivemos mais um colega que se juntou a nós para poder ensinar: foi o Carlos Edward Campos. Lá pelas 15 horas começou a chover. Mas mesmo assim instrutores e alunos ficaram debaixo da chuva nesta aventura e arte de se equilibrar sobre duas rodas. Não se importaram com a água da chuva a molharem seus corpos. Nem parecia que estava chovendo, tamanha a alegria de todos eles. A copa das árvores da Praça do Ciclista até que ajudaram um pouco evitando um banho exagerado. A chuva veio e nos refrescou. E deixou a todos bem animados. Até a próxima EBA meus caros amigos.